PROJETO ENTRE OS POVOS ÉTNICOS AFRICANOS TEM O OBJETIVO DE DAR SUPORTE SOCIAL E ESPIRITUAL PARA ESSA POPULAÇÃO
Engaje-se

3 maio

O Brasil enfrentou nos últimos dez anos um aumento considerável no fluxo migratório, recebendo imigrantes de várias partes do mundo. Segundo dados da Polícia Federal, ocorreu um aumento progressivo da imigração africana para o Brasil, entre 2000 e 2012, o número de residentes e refugiados africanos no país cresceu mais de 30 vezes, podendo ser maior se forem levados em conta os imigrantes ilegais, sobre os quais não se têm registros oficiais.

O dado em 2000 era de 1.054 africanos regularizados de 38 nacionalidades, sofrendo um aumento em 12 anos para 31.866 cidadão legalizados provenientes de 48 das 54 nações do continente. A maioria dos africanos, é de países lusófonos, como Angola e Cabo Verde, com 11.027 e 4.257 cidadãos, seguidos pela Nigéria, com 3.072 imigrantes que regularizaram sua situação.

O perfil dos africanos no Brasil é variado, a maioria dos que estão vindo nesse aumento de fluxo possuem visto de turista, grande parte de classe média com escolaridade que chegam ao Brasil sem ter onde se hospedar. Quanto mais vulnerável o imigrante chega, mais dificuldade de integração, e ela aumenta ainda mais quando há crianças envolvidas.

Diante deste quadro, Missões Nacionais lançou em 2010 uma frente missionária para trabalhar com os imigrantes africanos que chegam à São Paulo com a esperança de uma vida melhor, mas a realidade que encontram é bem diferente do que eles pensavam. O objetivo do projeto é plantar igrejas multiplicadoras no município de São Paulo com imigrantes africanos, formar líderes autóctones africanos, oferecer auxílio para legalização dos documentos de permanência no Brasil, levantar parceiros estratégicos para apoiar com moradia e alimentação os imigrantes africanos que chegam em São Paulo sem orientação e perspectiva de vida.

Para cumprir esses objetivos, os missionários Manuel Fernandes Ramos e sua esposa Irene Barbosa tem três trabalhos espalhados por São Paulo, em Santo André e no Brás com o casal e na Praça da Sé com os missionários Hideraldo M.N.C Pussick Laval e Lucélia Ribeiro Laval. Hideraldo é descendente africano e chegou ao Brasil com objetivo de estudar direito. Em meio a diversos transtornos, envolveu-se com as drogas, passando a morar nas ruas da Cracolândia no centro de São Paulo.  Foi abordado pelos missionários da Cristolândia e decidiu mudar de vida, passando por todo processo de recuperação. Logo após, iniciou o curso de teologia como Missionário em Formação da Junta de Missões Nacionais, e hoje trabalha com imigrantes africanos em São Paulo, conseguindo trabalho e ajuda na com a emissão da documentação necessária para morar no Brasil.